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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

Millennials are changing the future of politics

A Woman in Politics

15
Dez18

Uma justiça politizada?

Rui Rio sugeriu aos restantes partidos da AR que se avançasse com uma “reforma” na Justiça. Um dos pontos consistia na revisão da composição do Conselho Superior do Ministério Público, para uma maior aproximação da “sociedade” à Justiça.

O que se entende por “sociedade”? - perguntam vocês.

Todo e qualquer indivíduo não-magistrado que venha a entrar no Conselho Superior. E como é que vai entrar? Por nomeação política, obviamente.

Estão a ver o que isto iria dar? Uma festança!

O Partido Socialista foi na conversa, o que em ano de eleições me parece um pouco perigoso. Eu até tenho uma teoria de há alguns anos, tenho sempre algumas reservas quando os principais partidos estão de acordo em algo, e a minha desconfiança é reforçada quando diz respeito à Justiça.

O Presidente da República para travar os devaneios reformistas do PS e do PSD avançou para não se porem com ideias e referiu a necessidade de uma revisão constitucional para que tal fosse possível. Após a insistência do grupo parlamentar do PS sobre o facto da revisão não ser realmente necessária, Marcelo insinua que para que a medida avançasse era preciso que o Presidente da República promulgasse. Dificilmente, Marcelo promulgará.

Qual era o plano então?

Fazer com que a medida passasse pelos pingos da chuva e a correr mal estourava nas mãos de quem sugeriu.

Costa a ser Costa.

11
Dez18

Portugal está em greve

O direito à greve é um direito consagrado na Constituição da República Portuguesa, e um direito de todos os trabalhadores. É um facto.

Mas engana-se quem acha que todas estas greves têm apenas a ver com a luta pelos direitos dos trabalhadores. Também tem, obviamente. Contudo, há eleições para o próximo ano e o xadrez político já está a ser jogado...

Apostar num desgaste do PS é contribuir para que este não tenha maioria absoluta. E se este não tiver maioria absoluta, têm de ser ponderadas novas geringonças e novos acordos...

A greve dos enfermeiros, a exemplo, já passou há muito o limite do razoável. Milhares de cirurgias foram adiadas e segundo os próprios enfermeiros a “greve cirúrgica” será para continuar de forma mais “agressiva e expressiva”.

Dito isto, quando é que o Governo terá coragem para avançar com uma requisição civil?

A saúde dos portugueses agradece.

04
Dez18

O populismo e a realidade

Tomou-se conhecimento há cerca de mês e meio que a Comissão Europeia tinha rejeitado pela primeira vez um orçamento de um país (Itália) e que tinha sido dado aos italianos um prazo para reformular o seu orçamento, ou que caso tal não ocorresse, que seriam punidos.

Foram várias as respostas do Governo italiano que davam conta que iriam levar a sua adiante, e que agora é que a Europa ia ver...

Bem...Estamos em dezembro e anuncia-se que o Governo italiano avançará com uma nova proposta orçamental dentro de horas para evitar um procedimento por défices excessivos.

O populismo deparou-se com a realidade. Não temos pena.

03
Dez18

A França e os coletes amarelos

Paris vive dias de caos e foi tornada num campo de batalha entre polícia e manifestantes.

Os protestos que pretendiam ser pacíficos ter-se-ão tornado violentos pela alegada interferência de grupos extremistas. Tiveram ponto de partida nas redes sociais, despoletados pelo aumento de impostos sobre os combustíveis. Mas já não é só isso.

É um grito de revolta!

A meu ver esta situação era inevitável e os sinais das últimas eleições presidenciais na França já nos transmitiam isso. Eram um alerta!

Após a vitória de Macron, era referido o seguinte num artigo de opinião no The Guardian:

“Like someone who has narrowly escaped a heart attack, Europe can raise a glass and give thanks for the victory of Emmanuel Macron. But the glass is less than half full, and if Europe doesn’t change its ways it will only have postponed the fateful day”.

A Europa não mudou. A França não mudou. E já se fala em eleições antecipadas na França...

01
Dez18

Como anda o “Chega” de Ventura

Tenho seguido a atividade do putativo partido “Chega” na rede social Facebook.

Como os tempos estão a mudar, devemos ter um olho no burro e outro no André Ventura (é uma piada não se ofendam).

Tanto quanto sei, o Partido Chega ainda não existe, porque ainda não foram entregues junto do Tribunal Constitucional (TC) as assinaturas requeridas para a formalização de um novo partido (depois de entregues faltaria ainda a aprovação do TC).

Fiquei assim um pouco espantada quando verifiquei que já existem outdoors a fazer propaganda ao “Chega” de Ventura.

Ventura_face.png

FONTE: Ver aqui

Parece que dinheiro não lhes falta. Já agora, de onde virá?

30
Nov18

Informação à navegação

Meus queridos seguidores por este país e Europa fora, reforçando o meu seguidor fiel da terra de nuestros hermanos (sim, eu vejo as estatísticas), queria informar-vos que vou participar no blog chamado “O Coletivo”!

Ai sim, e porquê?

Porque sim, porque quero e porque o blog tem qualidade. Espreitem, acho que vão gostar ;)

Aos poucos preocupados: obviamente que o blog “A woman in politics” continuará no ar, a elucidar alguns e a dar dores de cabeça a outros. Muita calma, ainda não se livraram deste cantinho ;)

 

25
Nov18

O seu a seu dono

De acordo com o Semanário Expresso, os dados apresentados junto do Tribunal Constitucional relativos a 2017 mostram que os parceiros de Geringonça terminaram o ano com saldo positivo. Do outro lado, PSD e CDS terminaram com as contas a vermelho...

No entanto, apenas o BE e o PCP apresentam uma situação confortável. O PCP tem “o maior património imobiliário (€14,7 milhões), a que juntam €4 milhões em caixa e em depósitos bancários”, enquanto que o BE terminou 2017 com “zero crédito bancário” e uma “poupança de 1.2 milhões”.

A situação dos restantes partidos é preocupante, pois estão “em termos contabilístico numa situação que em qualquer empresa seria considerada como de falência técnica”.

 

Quando não se sabe governar uma “casa”, como se pode governar um país?

 

24
Nov18

As touradas e as massas

Durante semanas fomos “explorados” sem dó nem piedade por notícias sobre as touradas.

De um lado, agitavam-se argumentos a favor: “é uma arte, faz parte da nossa tradição”, “os touros morrem de qualquer forma”, “são todos uns copinhos de leite [os que estão contra as touradas]”...

Do outro lado dizia-se: “é um espetáculo cruel”, “as touradas insensibilizam os públicos”, “são criminosos e imorais [os que defendem as touradas]”...

E estava aqui um belo imbróglio, até que...hoje saiu no Semanário Expresso a notícia que “Deputados do PS propõem touradas sem sangue”. 

A notícia refere que Pedro Delgado Alves vai apresentar uma proposta de lei que prevê touradas à americana, isto é, com velcro no touro. A notícia desenvolve que Manuel Alegre considera a ideia interessante, que a Protoiro pensa que pode ser uma solução e até o PAN a toma como uma hipótese.

 

Pausa para respirar fundo...

 

É como se costuma dizer, há solução para tudo. Já agora, aproveito para perguntar, qual será a próxima polémica para entreter as massas?

 

 

 

 

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