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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

Millennials are changing the future of politics

A Woman in Politics

29
Set18

Cavaco vs Marcelo

Procurava escrever algo sobre o “azedume” entre o ex-presidente Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, o atual, a propósito da nomeação de Lucília Gago para o cargo de procuradora-geral da República.

Até que encontrei um artigo de opinião do Daniel Oliveira no Expresso Diário, que resume a situação. Aqui vai um breve excerto “[Cavaco Silva] estava à espera do momento certo para dar a ferroada ao Presidente que o fez esquecido em poucos dias. Julgou que quando falasse o país pararia, Costa tremeria, Marcelo se esconderia. Não percebeu, nunca perceberá, que um ataque seu não beliscaria o Presidente. Que uma das razões para Marcelo ser popular é ter vindo depois de Cavaco. É não ser Cavaco. É ser o oposto de Cavaco”

É isto. Não há muito a acrescentar

28
Set18

Ventura, testa de ferro?

André Ventura vem ameaçando há já umas semanas que quer ir para a frente com um congresso extraordinário que destitua Rui Rio da liderança do PSD.

A revista Sábado anunciou que o movimento liderado por André Ventura já começou a recolher as assinaturas exigidas (2500 assinaturas para sermos mais precisos) e até divulgam a página de internet do movimento “Chega”.

Qual não é o meu espanto quando não vejo mais nenhum nome do “Chega”, para além, obviamente, de Ventura (se encontrarem mais algum, digam)

É normal?

Como já referi anteriormente neste blog, há um grupo de militantes do PSD que por razões variadas não quer que Rio chegue às próximas eleições (seja europeias ou legislativas). Acontece que como não querem ficar rotulados, nem mal vistos por provocarem a queda do líder, não querem dar a cara neste momento.

Qual é a ideia?

Aparecerem apenas quando Rio já tiver saído de cena.

Já dizia alguém “when politics is no longer a mission but a profession…”

26
Set18

Angola e o combate à corrupção

José Filomeno dos Santos, filho de José Eduardo dos Santos (ex-presidente da Angola) foi detido preventivamente. Em causa está o alegado desvio de uma quantia de 500 milhões de dólares aquando da presidência do Fundo Soberano de Angola.

Anuncia-se ferverosamente que agora é que o combate à corrupção está a ser levado a sério pelo Presidente João Lourenço, anuncia-se o “agora é que vai ser em Angola!”. Ora vejamos, que a família do ex-presidente não faz parte do clube dos “castos” já todos tomamos como adquirido, e até pode ser que realmente se dê um virar de página na política e na justiça angolanas.

No entanto, como já vi de tudo, estranho tudo na Justiça que pareça demasiado “fácil” e demasiado “rápido”. É ver que João Lourenço é presidente de Angola desde 26 de Setembro de 2017 (um ano precisamente).

Espero então estar equivocada, mas acredito que isto tudo pode não passar de uma mera substituição das cadeiras do poder. 

25
Set18

Infarmed e a "descentralização"

Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde (por pouco tempo, espera-se), anuncia que a decisão do Infarmed ir para o Porto passa a estar suspensa, argumentando que é uma decisão "coerente". Desculpe, como disse? Coerente? Em quê? A lengalenga da descentralização do PS, é então só para enganar os mais distraídos? Que ultraje!

Sem o Porto pedir o que quer que fosse, o Governo apoiou a ida do Infarmed para o norte do país. Depois lembrou-se que afinal era necessária a realização de alguns estudos. Qual era a ideia? Já se tinham arrependido e pretendia-se que os estudos mostrassem que a transferência para o Porto não era viável. Contudo, os planos falharam ao ministro, e já sem grandes alternativas, Campos Fernandes decidiu suspender tudo. E porquê? Pelo único argumento que realmente interessou e que se procurou mascarar ao longo dos meses. Porque os funcionários do Infarmed não querem ir para o Norte.

Se isto é requisito, o Norte também não quer. Não quer, garantidamente, que Adalberto Campos Fernandes continue ministro.

21
Set18

Os dois da vida airada

Para os que sonham com o Bloco Central, ou que consideram que o PS e o PSD se vão encostar no pós-eleições se tal for necessário para uma maioria absoluta (e aproveitar para correr com os colegas de esquerda), deixo aqui uma notícia para refletirem. A propósito da nomeação para procuradora-geral da República, Rio diz que “O Governo fez o contrário do que pedimos. Veio alguém de dentro do MP e não de fora, como sugerimos. Se era para nomear alguém de dentro do MP, não faz sentido mudar Joana Marques Vidal”.

Nota-se que a opinião de Rio é muito apreciada por António Costa. Nota-se que este “casamento” tem tudo para dar certo.

 

21
Set18

O sebastianismo e o passismo

Ainda no dia de ontem surge a notícia que nos dá conta que Joana Marques Vidal não é reconduzida como procuradora-geral da República e é substituída por Lucília Gago. Surgiram teorias da conspiração para todos os gostos. Uns defendem que Joana Marques Vidal “malhava” demasiado nos casos da esquerda, e que seria preciso fazer um “refresh” para perseguir casos noutras “freguesias”. Outros defendem que é uma forma de a esquerda defender o seu amigo Sócrates. Outros dizem ainda que agora é que vai ser a “caça” à direita, mais concretamente aos passistas. Li de tudo e viva a criatividade!

Reconheço que Joana Marques Vidal fez um bom trabalho, mas ao ser reconduzida passaria 12 anos interruptos num cargo com demasiado poder e sujeito a inúmeros vícios do sistema. Acho que foi melhor assim. Da substituta sei muito pouco, mas se o Presidente Marcelo aprovou, certamente que não existiria melhor escolha...

Mas não é bem por isso que escrevo este post.

Estava eu a fazer a minha revista de imprensa e eis que encontro “Um agradecimento a Joana Marques Vidal” de Pedro Passos Coelho. Do conteúdo não tenho muito a acrescentar, é a opinião de um ex-primeiro ministro que tem legitimidade para tal, mas o que me realmente me surpreendeu foram as imensas reações que esta notícia provocou.

Que poucos se iludam. O Passismo está vivo e bem vivo.

 

20
Set18

A Aliança de Santana

Santana entregou no Tribunal Constitucional as assinaturas para formalizar o seu novo partido, o Aliança ou a Aliança, para sermos politicamente corretos...

À partida, o que se espera do partido Aliança?

Primeiro, o que o próprio nome sugere, nada mais nada menos do que alianças, tanto à direita como à esquerda. À esquerda? Na política não se podem excluir cenários, por mais ridículos que possam parecer... É política...

Segundo, o sistema partidário português está velho e mofento. Tudo o que venha agitar as águas turvas do sistema é bem-vindo.

Santana até afiança que o seu partido Aliança será “low-cost, high profile mas desmaterializado e paper-free”. Ui, so, so modern!

Isto a ser bem feito, pode fazer estragos na política nacional. Tirar uns pontos aqui e ali faz toda a diferença no número de deputados do “aqui” e do “ali”. Deve andar muito boa gente a fazer contas de cabeça.

E se correr mal?

Não passa de uma oportunidade perdida. Apenas isso.

13
Set18

Taxas e taxinhas

O tema quente da semana é sem sombra de dúvida, a especulação imobiliária e como taxar essa malvada.

O BE avança com a taxa para penalizar o lucro por mais-valias (algo que já existe), e o PSD que até então só tinha avançado com a medida da natalidade (que caiu no esquecimento ao que me parece), diz que também tem algo a dizer sobre a especulação. PSD a ir ao sabor do vento.

O argumento apresentado por ambos tem a ver como uma forma de controlar os preços das habitações que dispararam nas grandes cidades e para de algum modo aumentar a oferta de habitação.

Bem, se acho que taxar fundos vai dar em algo? Os meus conhecimentos em economia dizem que não. O problema está há muito identificado e tem a ver com a subida do turismo e consequente investimento em alojamento local, também por alteração à lei das rendas. 

Taxar fundos, essa entidade abstrata, passa por transmitir a ideia de que se está a fazer algo e, portanto, assegurar votos, mas em boa verdade o problema decorrente do alojamento local manter-se-á. Se eu sei disso, escusado será dizer que os partidos também o sabem...

Declare-se aberta a campanha eleitoral!

12
Set18

BE e a superioridade moral (parte 2)

BE anuncia com pompa e circunstância um novo imposto, à semelhança do imposto Mortágua. Um imposto que taxaria a venda de imobiliário. Na sua conta de Twitter, Mariana Mortágua acrescenta: “A especulação expulsa mta gente das cidades. A nossa proposta dirige-se a fundos que ñ constroem ou reabilitam, só inflacionam preços...”

A coisa bem desmontada dá aquilo a que recentemente chamaram (noutras circunstâncias) de “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”. Para os mais distraídos já existe um imposto semelhante sobre mais-valias, logo a minha reação foi: o desespero do BE.

O BE precisa (e sabe disso) de uma limpeza de imagem por causa do escândalo do caso Robles, que provocou uma queda acentuada nas últimas sondagens da Aximage.

Mas Catarina Martins desmente esta tese. A líder do BE diz que esta medida já tinha sido apresentada ao Governo muito antes do caso Robles, o que a ser verdade, desmontaria a ideia de reação ao caso Robles. Acontece, que ninguém do PS se lembra disso, nem Carlos César, nem António Costa, ninguém...

Alguém mente...

É caso para dizer que o BE está cada vez mais desesperado e isolado. Que lhe valha o apoio do PSD!

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