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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

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A Woman in Politics

10
Set18

BE e a superioridade moral

Saiu na última edição do Semanário Expresso uma entrevista da Mariana Mortágua. Gastei uns minutos e li algumas coisas que me fizeram rir: “na saúde falta investimento, e não é porque o Governo não tenha posto dinheiro na Saúde. Não alinhamos na campanha de que há cortes: há um aumento do orçamento, mas o problema é que a Saúde está numa situação limite há tantos anos que não são pequenos incrementos que resolvem o desgaste”.

Vamos por partes. Esta conversa de a saúde estar numa situação limite há vários anos (antes do atual Governo é a que Mortágua se refere), é conversa para fazer dormir. O BE apoia o atual Governo há 3 anos, logo já teve tempo e mais que tempo para corrigir o que entendem estar errado.

Depois, Mariana Mortágua (assim como o BE) saberá certamente, que o facto de haver mais orçamento para a saúde não quer dizer muito, quando numa fase posterior as despesas podem ser cativadas. Para os menos conhecedores: cativações=cortes disfarçados. É mais chic.

Por último e não menos importante, os partidos políticos deviam ter a capacidade de assumir as responsabilidades pelas decisões que tomam, para o bem e para o mal. Por exemplo, a redução para as 35h de horário semanal na saúde pode valer muitos votos, mas também terá um impacto fortíssimo em termos de despesa. Como o orçamento não estica, os partidos deveriam ter a honestidade intelectual de dizer que o que fica por fazer ou o défice criado, que terá de ser pago por nós mais tarde ou mais cedo, poderá ser igualmente da sua responsabilidade.

Mas tal como o caso Robles mostrou, o BE é de uma casta diferente.

06
Set18

Sondagens e geringonças

Saiu a sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã. BE perde votos, muito possivelmente por causa do caso Robles (é o que dá dizerem-se “puros”), e o PSD perde 3.1 pp baixando para os 24.1%, possivelmente pelo desaparecimento de Rio em momentos cruciais como os incêndios de Monchique. Em boa verdade estes valores não me chocam e estaria a mentir se já não estivesse à espera de “algo” esta semana. Agora que cada um entenda à sua maneira.

Tenho lido nas redes sociais que estas alterações nas opções de voto, podem propiciar “geringonças” a outros níveis. Um dos cenários mais apontados no dia de hoje passa por um acordo entre o PS e o PSD, em que Rio ficaria a vice-primeiro ministro.

Se pode vir a acontecer? Pode. Se acredito nisso? Não!

O PSD está fragmentado e imerso numa profunda luta interna que pode “arrumar” com o líder antes das eleições. Confesso até que acho estranha a ausência de reações por parte dos laranjas aos resultados da sondagem (estará algo em curso?). Por outro lado, temos António Costa que é o que eu chamo de “raposa velha”. O que ganharia o PS em estar a “ressuscitar” o PSD (o seu principal opositor), quando pode perpetuar a sua liderança com atores secundários?

Deixo ao critério de cada um.

06
Set18

A política e as prioridades

Uma das bandeiras dos políticos portugueses nos últimos anos/décadas, é a famosa descentralização. Esse mito urbano (até o mito está centralizado).

Raras são as personagens que não encham a boca para falar na descentralização, ou nas políticas para combater a desertificação do Interior. Recentemente, o PS/PSD assinaram um acordo conjunto com vista à descentralização, mas que ao que tudo indica (e sem muitas surpresas) não vai dar em nada...

Então, se há tanta gente interessada na descentralização e no Interior do país, porque é que essas medidas não avançam? Porque não existe uma transferência efetiva de competências?

A resposta é simples, pelo menos para mim: é tudo conversa! O poder é sedutor quanto mais perto estiver de nós, e porque apoiar o Interior tem um público-alvo baixo, traduzindo-se em poucos votos. No final de contas, não é só isto que interessa na política?

Esta semana vi duas notícias que refletem isto mesmo. Uma delas dizia que o Orçamento de Estado devia contemplar uma parcela para a redução dos preços dos passes sociais, em cidades como Lisboa e Porto. Ora vejamos, se são os cidadãos do Porto e de Lisboa a beneficiar, porque será que os outros têm de pagar? Porque Lisboa e Porto têm a maior concentração de eleitores, logo o poder político vê mais votos potenciais (e os cofres das autarquias ficam mais folgados)...

Em sentido oposto, vemos que da quantia enviada pelo Fundo Solidário Europeu a propósito dos incêndios que devastaram o nosso país o ano passado, que apenas metade serviria para ajudar os concelhos afetados, e que Pedrogão estaria fora da lista. O argumento apresentado é de que o Governo já teria adiantado muitas das compensações e que, portanto, iria reter o dinheiro. Neste caso já não se aplicaria o método usado para apoiar os passes sociais em Lisboa e no Porto. 

É caso para dizer: são estas as prioridades da “descentralização”?

 

03
Set18

As Marcelices

Este fim de semana saiu a notícia por que quase todos ansiavam. Digo quase, porque eu não. Foi criada uma app que permite “tirar” fotos com o Presidente Marcelo. Uma notícia no mínimo “impactante” e no máximo absurda. Só me ocorre uma expressão “Deus nos valha e guarde”.

Mas vamos ao que interessa. Marcelo Rebelo de Sousa aparece na Feira do Livro em Belém e diz não querer comentar os discursos dos partidos. Já antes tinha dito que iria aparecer menos durante o período de pré-campanha eleitoral. OK, mas o que quer isto dizer? Em boa verdade, não quer dizer muito.

Marcelo é aquele político que é capaz de dizer tudo e o seu contrário num curto período temporal e acreditar estar certo em tudo o que diz (não é defeito é feitio).

Ainda na última edição do semanário Expresso surge a notícia por uma fonte do Presidente da República a referir que este torce por uma geringonça de direita, que inclua um entendimento entre o CSD, PSD e o Aliança. Qual é a ideia? Combater uma possível maioria absoluta do PS.

Isto é o “não comentar” e o “recato” de Marcelo. Imaginem se assim não fosse.

 

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