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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

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A Woman in Politics

15
Dez18

Uma justiça politizada?

Rui Rio sugeriu aos restantes partidos da AR que se avançasse com uma “reforma” na Justiça. Um dos pontos consistia na revisão da composição do Conselho Superior do Ministério Público, para uma maior aproximação da “sociedade” à Justiça.

O que se entende por “sociedade”? - perguntam vocês.

Todo e qualquer indivíduo não-magistrado que venha a entrar no Conselho Superior. E como é que vai entrar? Por nomeação política, obviamente.

Estão a ver o que isto iria dar? Uma festança!

O Partido Socialista foi na conversa, o que em ano de eleições me parece um pouco perigoso. Eu até tenho uma teoria de há alguns anos, tenho sempre algumas reservas quando os principais partidos estão de acordo em algo, e a minha desconfiança é reforçada quando diz respeito à Justiça.

O Presidente da República para travar os devaneios reformistas do PS e do PSD avançou para não se porem com ideias e referiu a necessidade de uma revisão constitucional para que tal fosse possível. Após a insistência do grupo parlamentar do PS sobre o facto da revisão não ser realmente necessária, Marcelo insinua que para que a medida avançasse era preciso que o Presidente da República promulgasse. Dificilmente, Marcelo promulgará.

Qual era o plano então?

Fazer com que a medida passasse pelos pingos da chuva e a correr mal estourava nas mãos de quem sugeriu.

Costa a ser Costa.

14
Out18

Aquece que vais entrar em campo

Após um período de intensas negociações do Orçamento de Estado para 2019, anuncia-se uma remodelação no Governo. Que timing!! Não gostaram do orçamento assinado ontem em Conselho de Ministros? (penso que é uma pergunta legítima).

João Gomes Cravinho vai substituir Azeredo Lopes na pasta da Defesa, Marta Temido vai tomar o lugar de Adalberto Campos Fernandes no Ministério da Saúde, Pedro Siza Vieira substitui Caldeira Cabral na pasta da Economia, e Graça Fonseca vai para o lugar de Castro Mendes na função de Ministra da Cultura.

Até poderia dizer que esta remodelação é para apagar alguns “fogos”, pois sabemos que algumas caras estavam há muito desgastadas. O Ministro da Saúde, por exemplo, já vai tarde, muito tarde.

Mas colocar Pedro Siza Vieira a Ministro da Economia deixa-me sem palavras (e não é pelas melhores razões).

 

21
Set18

Os dois da vida airada

Para os que sonham com o Bloco Central, ou que consideram que o PS e o PSD se vão encostar no pós-eleições se tal for necessário para uma maioria absoluta (e aproveitar para correr com os colegas de esquerda), deixo aqui uma notícia para refletirem. A propósito da nomeação para procuradora-geral da República, Rio diz que “O Governo fez o contrário do que pedimos. Veio alguém de dentro do MP e não de fora, como sugerimos. Se era para nomear alguém de dentro do MP, não faz sentido mudar Joana Marques Vidal”.

Nota-se que a opinião de Rio é muito apreciada por António Costa. Nota-se que este “casamento” tem tudo para dar certo.

 

12
Set18

BE e a superioridade moral (parte 2)

BE anuncia com pompa e circunstância um novo imposto, à semelhança do imposto Mortágua. Um imposto que taxaria a venda de imobiliário. Na sua conta de Twitter, Mariana Mortágua acrescenta: “A especulação expulsa mta gente das cidades. A nossa proposta dirige-se a fundos que ñ constroem ou reabilitam, só inflacionam preços...”

A coisa bem desmontada dá aquilo a que recentemente chamaram (noutras circunstâncias) de “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”. Para os mais distraídos já existe um imposto semelhante sobre mais-valias, logo a minha reação foi: o desespero do BE.

O BE precisa (e sabe disso) de uma limpeza de imagem por causa do escândalo do caso Robles, que provocou uma queda acentuada nas últimas sondagens da Aximage.

Mas Catarina Martins desmente esta tese. A líder do BE diz que esta medida já tinha sido apresentada ao Governo muito antes do caso Robles, o que a ser verdade, desmontaria a ideia de reação ao caso Robles. Acontece, que ninguém do PS se lembra disso, nem Carlos César, nem António Costa, ninguém...

Alguém mente...

É caso para dizer que o BE está cada vez mais desesperado e isolado. Que lhe valha o apoio do PSD!

06
Set18

Sondagens e geringonças

Saiu a sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã. BE perde votos, muito possivelmente por causa do caso Robles (é o que dá dizerem-se “puros”), e o PSD perde 3.1 pp baixando para os 24.1%, possivelmente pelo desaparecimento de Rio em momentos cruciais como os incêndios de Monchique. Em boa verdade estes valores não me chocam e estaria a mentir se já não estivesse à espera de “algo” esta semana. Agora que cada um entenda à sua maneira.

Tenho lido nas redes sociais que estas alterações nas opções de voto, podem propiciar “geringonças” a outros níveis. Um dos cenários mais apontados no dia de hoje passa por um acordo entre o PS e o PSD, em que Rio ficaria a vice-primeiro ministro.

Se pode vir a acontecer? Pode. Se acredito nisso? Não!

O PSD está fragmentado e imerso numa profunda luta interna que pode “arrumar” com o líder antes das eleições. Confesso até que acho estranha a ausência de reações por parte dos laranjas aos resultados da sondagem (estará algo em curso?). Por outro lado, temos António Costa que é o que eu chamo de “raposa velha”. O que ganharia o PS em estar a “ressuscitar” o PSD (o seu principal opositor), quando pode perpetuar a sua liderança com atores secundários?

Deixo ao critério de cada um.

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