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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

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A Woman in Politics

06
Mai19

A desorientação do PSD/CDS

Anda por aí um fact-checking do Polígrafo utilizado de forma enganosa por uma certa Direita (um pouco desorientada), que garante que foi o facto do Partido Socialista ter votado contra os “travões” da medida para descongelamento das carreiras dos professores que provocou a crise política em que o Governo ameaça a demissão.

 

Vamos por partes. Faria sentido o Partido Socialista votar contra a medida de contagem integral do tempo dos professores e votar no mesmo documento que era a favor dos “travões”? Se era contra a medida, ia votar a favor da alínea? Qual é a lógica? Sejamos honestos, por favor.

 

Depois das medidas terem sido todas votadas, o que culiminou numa proposta para a restituição integral do tempo dos professores sem “travões”, porque é que o PSD e o CDS decidiram prosseguir? Esta pergunta ninguém sabe responder.

 

Tenho ainda mais algumas questões. Vejo pouca gente a falar nisto, mas qual era a necessidade de colocarem retroativos a 2019? Espero que não tenha sido uma chique-espertice para forçar o Centeno a avançar com um orçamento retificativo. Porque se foi, o cenário piora, e de que forma.

 

Para terminar, e mesmo com "travões", o que estaria a ser proposto pelos partidos? Quando as condições económicas estiverem favoráveis usa-se a folga orçamental para compensar cortes do passado (porque não há mais áreas para gastar dinheiro), quando estivermos em recessão corta-se tudo e adia-se por uns anos. Sempre sem esquecer os retroativos a 2019.

 

Bem sei que o Presidente da República pediu uma ideia criativa, mas não era necessário seguir de forma tão literal.

04
Mai19

A crise do Governo e o desaparecimento do PSD

Rui Rio é o único líder dos quatro partidos que aprovaram a contagem integral do tempo de serviço dos professores que ainda não comentou a ameaça de demissão do chefe de Governo, sexta-feira, na sequência da “coligação negativa” parlamentar, conforme António Costa titulou a convergência de posições do PSD, CDS-PP, PCP e VE

 

Ora bem, é fim-de-semana e muito provavelmente Rui Rio ainda não teve disponibilidade para ler o documento que aprovou na quinta-feira...Também pode estar numa encruzilhada em que sabe que muito provavelmente ficou “queimado”, dentro e fora do partido, independentemente de avançar ou de recuar com a proposta...

 

Bem, escolham o cenário mais provável...

 

 

03
Mai19

Os professores, a aselhice da oposição e a queda do Governo

Recupero aqui um post que fiz a 16 de abril ('O "win-win" de António Costa?') acerca da queda do Governo resultante de uma potencial recuperação integral do tempo de serviço dos professores.

 

O tema foi abafado pela greve dos motoristas de matérias perigosas e veio novamente a público com a votação do CDS e do PSD ao lado do PCP e BE. Quem diria...

 

O PSD e o CDS quiseram brincar com o fogo e ficar bem vistos junto dos professores. O défice? Que se lixe o défice quando o objetivo é ganhar uns "votozinhos". Com o ruído que foi criado, arriscam-se agora a ter a opinião pública contra eles e a sofrer fortes consequências eleitorais.

 

Em suma, a política não é para aselhas. 

 

 

 

24
Abr19

"Rio quer aprovar listas de deputados com voto de braço no ar"

Segundo notícia avançada pela jornalista Sofia Rodrigues para o jornal Público, “o PSD tem uma proposta para que a votação das listas de candidatos, das moções de censura e de confiança bem como dos programas eleitorais seja feita de braço no ar no conselho nacional (...) a aprovar esta sexta-feira...”

 

Quando me falam em votações com o braço no ar lembro-me do comunismo (é instantâneo), e como devem perceber, não é pelas melhores razões.

 

A ser verdade, a medida a ser aprovada na sexta-feira é, inegavelmente, uma forma fantástica de celebrar os 45 anos do 25 de abril...

 

Rio, tá quieto pá!

 

 

23
Abr19

“A peste grisalha”

Para reavivar a memória dos mais esquecidos, eis um pequeno enquadramento da famosa trama “a peste grisalha”: o deputado do PSD, Carlos Peixoto, escreveu em 2013 um artigo no jornal i, com o título "Um Portugal de Cabelos Brancos", que abordava o envelhecimento da população, e numa passagem escreve “a nossa Pátria está cheia de peste grisalha”. Figueiredo e Silva, um reformado de Coimbra, responde numa carta aberta e Carlos Peixoto decide processá-lo por difamação...

Agora que o tema da "peste grisalha" foi ressuscitado por António Costa, fiquei com curiosidade para saber o desfecho da história.

Numa notícia do CM de 2018 lê-se que “um reformado de Coimbra, de 74 anos, viu o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem dar-lhe razão num processo em que foi condenado pela justiça portuguesa ao pagamento de uma indeminização de três mil euros ao deputado do PSD Carlos Peixoto, por difamação".

O padrão das indeminizações é de facto interessante...

Figueiredo e Silva teve de pagar 3000 euros ao deputado do PSD Carlos Peixoto. Com a ação do Tribunal Europeu, o Estado português terá de pagar 6700 euros a Figueiredo e Silva, por “estar em causa uma violação do direito à liberdade de expressão”.

E os 3000 euros pagos ao deputado Carlos Peixoto? Certamente que terão sido devolvidos, quanto mais não seja por iniciativa do próprio. É que não seria de esperar outra coisa.

19
Abr19

"PSD. Rui Rio ataca isenção do Expresso. Balsemão ironiza"

"Entre as cerca de 60 notícias que Rio considerou negativas para a sua liderança está uma entrevista de Assunção Cristas, outra a Rui Moreira e até sondagens dando o PS a subir e os sociais-democratas a descer. Direção do jornal mantém confiança na equipa."

 

Vejam aqui a notícia integral do DN e tirem as vossas próprias conclusões...

 

 

13
Abr19

Os estragos do “Familygate” (Parte 2)

Se ontem chegou pelo Jornal de Negócios uma sondagem da Aximage que dava conta de uma aproximação do PSD ao PS, associando o encurtamento dos resultados à polémica do "Familygate", hoje o Sol divulga os resultados da Eurosondagem, noticiando que “Costa e PS resistem a nomeações de familiares”.

 

Dada a diferença de resultados, qual é a sondagem mais credível? - perguntam vocês.

 

A que der os resultados mais aproximados em dia de eleições. No dia, estaremos cá para fazer as contas...

sol.png

FONTE: Capa do Jornal SOL - 13 de abril de 2019

 

 

03
Abr19

O PSD e a carga fiscal

A semana passada saíram umas estatísticas que davam conta que a carga fiscal em Portugal tinha aumentado face aos anos anteriores, embora também se argumentasse que estava abaixo da média da União Europeia. À direita do Partido Socialista apressaram-se a comentar que o clima de austeridade ainda imperava no país e que o défice mais baixo da nossa Democracia só tinha sido alcançado pela asfixia fiscal/cativações (o que não foge muito à verdade). Em algumas declarações declarou-se até que podia ter sido feito mais quanto ao défice, falhou foi revelar como tal se alcançava. A matemática do défice é simples, um menor défice obtém-se por mais impostos ou naturalmente por menos despesa, e ninguém quer atiçar os funcionários públicos a meses de eleições ou dizer que se quer cortar mais ainda na saúde. Pois não?

 

Rui Rio, o líder do maior partido da oposição, disse que caso ganhasse as legislativas se propunha a não aumentar os impostos e que tudo faria para os reduzir de forma gradual. Gostei. Todavia, qual não é o meu espanto quando vejo que o seu porta-voz da área das finanças, Joaquim Miranda Sarmento, apresenta o livro “A Reforma das Finanças Públicas em Portugal” que propõe, por exemplo, que o IVA da restauração passe dos 13% para os 23%, ou cobrar um valor mínimo de 40 euros nas declarações de famílias que não pagam IRS e de 500 euros para as empresas que não pagam IRC. Questionado sobre se se identifica com estas propostas e se vão ser incluídas no programa do PSD, Rui Rio que esteve na apresentação do livro recusou-se a comentar.

 

Se isto não era um aumento da carga fiscal, era o quê?

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