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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

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A Woman in Politics

26
Set19

O debate dos Centenos

Da série “O meu Centeno é melhor que o teu”, Rui Rio desafiou António Costa e Mário Centeno (o original) a debater com Joaquim Miranda Sarmento (o Centeno de Rio) para clarificarem os números da economia/finanças ao país.

Seria de facto interessante que esse debate se realizasse, até para perceber de onde vem a dita folga orçamental do PSD para baixar os impostos. Bem sei, que alegam que seria resultante do crescimento económico, ou melhor, da previsão para o crescimento económico.

Mas se os economistas de todo o mundo (alheios a partidarites) andam para aí a dizer que as economias mundiais estão a estagnar e que Portugal obviamente não será exceção, significa que não vai haver crescimento económico? Certo? Se não há crescimento, não há folga do crescimento económico. E se não há folga, não há baixa de impostos.

Se até eu percebo isto, penso que o debate não ia correr nada bem para o Centeno do PSD.

 

17
Ago19

António Costa - Sei o que fizeste há 2 verões passados

O Primeiro-Ministro António Costa falou ontem aos jornalistas à saída da reunião com o Presidente da República. Qual não é o meu espanto, quando de forma insistentemente cínica refere a ausência/férias do PSD e do seu líder, no período de greve dos motoristas.

Sim, Rui Rio é politicamente inábil! Sim, Rio devia ter falado antes e de forma mais assertiva! Sim, o PSD vai ter um resultado trágico nas Legislativas! E sim, Rui Rio vai ser obrigado a deixar a liderança do partido!

Contudo, é constrangedor ver António Costa a criticar as férias do líder do PSD, quando em 2017 (o PS era Governo) decidiu tirar férias para Ibiza, estavam ainda os portugueses a chorar as vítimas de Pedrógão e a assimilar o roubo das armas de Tancos.

Isto lembra-me aquele velho ditado popular que mete pimenta e refresco na mesma frase…

Contenção Sr. Primeiro-Ministro, muita contenção!

14
Ago19

A greve dos motoristas e a hipocrisia do Governo

Mesmo com serviços mínimos e requisição civil em cima da mesa, os abastecimentos continuam a falhar. Agora discute-se a duração de horários de trabalho, com o ministro do Ambiente a recordar que o limite para estes motoristas são as 60 horas semanais. Requisição civil não encurtou a greve - sindicato diz que ela pode durar “dez anos”.”

Desde o início que se percebeu que o objetivo do Governo era de que falhassem os serviços mínimos. Daí o valor estipulado ser tão alto. Porquê? Porque no entendimento de Costa e Companhia se os serviços mínimos fossem elevados maior o risco de não cumprimento. O Governo sairia bem e rápido da turbulência mediática da greve, em busca da tão ambicionada maioria absoluta.

Contudo, estas declarações e a perseguição que estão a fazer aos motoristas é ridícula. Considerar-se que é “normal” que os motoristas possam fazer até 60 horas semanais, não é estar à partida do lado de uma das partes? Lado esse que não é o dos motoristas? Se é normal as 60 horas semanais, também não deveria ser normal um salário base ajustado a esse horário de trabalho?

Realmente está aqui um belo cartão de visita…Parece que o direito à greve faz parte do passado e foi revogado pela própria esquerda. 

04
Mai19

A crise do Governo e o desaparecimento do PSD

Rui Rio é o único líder dos quatro partidos que aprovaram a contagem integral do tempo de serviço dos professores que ainda não comentou a ameaça de demissão do chefe de Governo, sexta-feira, na sequência da “coligação negativa” parlamentar, conforme António Costa titulou a convergência de posições do PSD, CDS-PP, PCP e VE

 

Ora bem, é fim-de-semana e muito provavelmente Rui Rio ainda não teve disponibilidade para ler o documento que aprovou na quinta-feira...Também pode estar numa encruzilhada em que sabe que muito provavelmente ficou “queimado”, dentro e fora do partido, independentemente de avançar ou de recuar com a proposta...

 

Bem, escolham o cenário mais provável...

 

 

23
Abr19

“A peste grisalha”

Para reavivar a memória dos mais esquecidos, eis um pequeno enquadramento da famosa trama “a peste grisalha”: o deputado do PSD, Carlos Peixoto, escreveu em 2013 um artigo no jornal i, com o título "Um Portugal de Cabelos Brancos", que abordava o envelhecimento da população, e numa passagem escreve “a nossa Pátria está cheia de peste grisalha”. Figueiredo e Silva, um reformado de Coimbra, responde numa carta aberta e Carlos Peixoto decide processá-lo por difamação...

 

Agora que o tema da "peste grisalha" foi ressuscitado por António Costa, fiquei com curiosidade para saber o desfecho da história.

 

Numa notícia do CM de 2018 lê-se que “um reformado de Coimbra, de 74 anos, viu o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem dar-lhe razão num processo em que foi condenado pela justiça portuguesa ao pagamento de uma indeminização de três mil euros ao deputado do PSD Carlos Peixoto, por difamação".

 

O padrão das indeminizações é de facto interessante...

 

Figueiredo e Silva teve de pagar 3000 euros ao deputado do PSD Carlos Peixoto. Com a ação do Tribunal Europeu, o Estado português terá de pagar 6700 euros a Figueiredo e Silva, por “estar em causa uma violação do direito à liberdade de expressão”.

 

E os 3000 euros pagos ao deputado Carlos Peixoto? Certamente que terão sido devolvidos, quanto mais não seja por iniciativa do próprio. É que não seria de esperar outra coisa.

16
Abr19

O "win-win" de António Costa?

Aos menos atentos, diz-se por aí que o Governo pode demitir-se amanhã. Ai! Porquê? Amanhã vota-se a possibilidade de recuperação integral do tempo de serviço dos professores, e alegadamente o Governo pondera demitir-se pelos elevados custos financeiros da proposta.

 

Vejamos o efeito de uma demissão do Governo pelos seguintes quadrantes:

  • Para a sociedade em geral, a demissão e consequente antecipação das eleições legislativas não aquece, nem arrefece. Desde que não afete a carteira está tudo bem.
  • Os professores passavam a ser olhados com mais desconfiança pela opinião pública e seriam, em parte, responsabilizados pela queda do Governo.
  • Os restantes partidos seriam responsabilizados eleitoramente e eram apanhados com “as calças na mão”. Teriam de antecipar a apresentação dos programas eleitorais, quando muito provavelmente ainda têm muito pouco para mostrar...
  • E o PS? O PS tem estado em queda nas sondagens, pelo que precipitar as eleições legislativas reduzia o período temporal para uma queda mais acentuada... Ao unir as eleições europeias com as legislativas galvanizam a campanha eleitoral de Pedro Marques, que tem estado anémica. Podiam, também, alegar que o Governo caíra pelo compromisso que têm com o rigor das contas públicas. Aos que consideram que este argumento seria mal recebido pelos portugueses, basta ver que Mário Centeno é o ministro mais popular do Governo...Para terminar, salvaguardavam-se dos danos eleitorais decorrentes da incerteza da época de incêndios.

 

E se a proposta não for aprovada? É porque o aviso foi levado a sério.

06
Fev19

A "felicidade" de Costa

As sondagens não andam muito boas para os lados do Rato.

Porquê? O PS não vai à frente nas sondagens tanto para as Europeias como para as Legislativas? (perguntam vocês)

Sim, mas não vai tão à frente para a tão desejada maioria absoluta...

Bem sei que o Costa se faz de difícil quanto ao objetivo da maioria (veja-se a entrevista de ontem à SIC), mas não foi para isso que andou a trabalhar nos últimos meses? Despachar os ministros mais polémicos, anúncios de propinas gratuitas, programas de obras públicas, blábláblá ... Penso que já perceberam a ideia.

Dizem vocês: coitado do Costa, então tanto trabalho para nada?

Bem, também não exageremos. Costa sabe que tem as costas quentes tanto à esquerda como à direita (ou ao centro esquerda). Situar ideologicamente o PSD é complicado (quando até os próprios não o conseguem fazer).

Portanto, mesmo sem a maioria absoluta, Costa terá a faca e o queijo na mão para fazer acordos com quem quiser...

Que desfrute.

 

 

 

15
Dez18

Uma justiça politizada?

Rui Rio sugeriu aos restantes partidos da AR que se avançasse com uma “reforma” na Justiça. Um dos pontos consistia na revisão da composição do Conselho Superior do Ministério Público, para uma maior aproximação da “sociedade” à Justiça.

O que se entende por “sociedade”? - perguntam vocês.

Todo e qualquer indivíduo não-magistrado que venha a entrar no Conselho Superior. E como é que vai entrar? Por nomeação política, obviamente.

Estão a ver o que isto iria dar? Uma festança!

O Partido Socialista foi na conversa, o que em ano de eleições me parece um pouco perigoso. Eu até tenho uma teoria de há alguns anos, tenho sempre algumas reservas quando os principais partidos estão de acordo em algo, e a minha desconfiança é reforçada quando diz respeito à Justiça.

O Presidente da República para travar os devaneios reformistas do PS e do PSD avançou para não se porem com ideias e referiu a necessidade de uma revisão constitucional para que tal fosse possível. Após a insistência do grupo parlamentar do PS sobre o facto da revisão não ser realmente necessária, Marcelo insinua que para que a medida avançasse era preciso que o Presidente da República promulgasse. Dificilmente, Marcelo promulgará.

Qual era o plano então?

Fazer com que a medida passasse pelos pingos da chuva e a correr mal estourava nas mãos de quem sugeriu.

Costa a ser Costa.

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