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A Woman in Politics

Millennials are changing the future of politics

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A Woman in Politics

09
Fev20

PSD, over and over and over...

Muito poderia ser dito sobre o congresso do PSD deste fim de semana e, particularmente, sobre o discurso de Rui Rio, que aparenta ter sido eleito presidente do partido pela primeira vez... Depois de alguns tropeções no descongelamento do tempo de serviço dos professores, mais uns supostos acordos para a descentralização, e de na última semana António Costa ter acabado a negociar com o Chicão (sim o Chicão!) para a proposta da descida do IVA da eletricidade para 6% não passar, o que mais tem de ser feito para Rio perceber que António Costa não quer “brincar” consigo?

Para resumir o conteúdo deste discurso, destaco esta afirmação “Rui Rio foi tirar o discurso ao congelador”. Sim, esta afirmação foi proferida pelo presidente do partido com o qual o líder laranja quer fazer acordos de regime...

 

 

08
Out19

O PSD e os resultados das eleições Legislativas

O PSD era apontado há meses como o grande perdedor das eleições legislativas. Não basta acusar as sondagens de tão baixas expectativas, quando há cerca de 5 meses os resultados das Europeias foram o que se viu.

No entanto, também por responsabilidade da desgraçada campanha eleitoral do PS e por receios da maioria absoluta (sem excluir obviamente o mérito de Rui Rio), o PSD teve um resultado que se pode considerar honroso. Deitar areia para os olhos, acusando o PSD de ter um fracasso eleitoral já é tentar vender os resultados de forma a que dificilmente correspondem à realidade.

Bem sei, que já há muito os críticos internos no PSD estavam preparados para aparecer num cenário de tragédia eleitoral. A tragédia, em abono da verdade, não aconteceu, mas viram-se impelidos a vir a cena, não fossem perder a carruagem das futuras lutas pela liderança do partido.

The show must go on.

26
Set19

O debate dos Centenos

Da série “O meu Centeno é melhor que o teu”, Rui Rio desafiou António Costa e Mário Centeno (o original) a debater com Joaquim Miranda Sarmento (o Centeno de Rio) para clarificarem os números da economia/finanças ao país.

Seria de facto interessante que esse debate se realizasse, até para perceber de onde vem a dita folga orçamental do PSD para baixar os impostos. Bem sei, que alegam que seria resultante do crescimento económico, ou melhor, da previsão para o crescimento económico.

Mas se os economistas de todo o mundo (alheios a partidarites) andam para aí a dizer que as economias mundiais estão a estagnar e que Portugal obviamente não será exceção, significa que não vai haver crescimento económico? Certo? Se não há crescimento, não há folga do crescimento económico. E se não há folga, não há baixa de impostos.

Se até eu percebo isto, penso que o debate não ia correr nada bem para o Centeno do PSD.

 

19
Ago19

A fé do PSD?

Segundo o semanário SOL, perto de 1000 autarcas sociais democratas estarão em Fátima no próximo dia 10 de setembro para discutir o poder local, os problemas das alterações climáticas e ambiente. A iniciativa enquadra-se no período de pré-campanha eleitoral e servirá, acima de tudo, para mobilizar as hostes laranja para as eleições Legislativas de 6 de outubro.

Se podia fazer mil e uma piadas e associações sobre o local que escolheram e o atual estado do partido? Podia. Mas como este blog tem leitores perspicazes, não será necessário.

17
Ago19

António Costa - Sei o que fizeste há 2 verões passados

O Primeiro-Ministro António Costa falou ontem aos jornalistas à saída da reunião com o Presidente da República. Qual não é o meu espanto, quando de forma insistentemente cínica refere a ausência/férias do PSD e do seu líder, no período de greve dos motoristas.

Sim, Rui Rio é politicamente inábil! Sim, Rio devia ter falado antes e de forma mais assertiva! Sim, o PSD vai ter um resultado trágico nas Legislativas! E sim, Rui Rio vai ser obrigado a deixar a liderança do partido!

Contudo, é constrangedor ver António Costa a criticar as férias do líder do PSD, quando em 2017 (o PS era Governo) decidiu tirar férias para Ibiza, estavam ainda os portugueses a chorar as vítimas de Pedrógão e a assimilar o roubo das armas de Tancos.

Isto lembra-me aquele velho ditado popular que mete pimenta e refresco na mesma frase…

Contenção Sr. Primeiro-Ministro, muita contenção!

06
Mai19

A desorientação do PSD/CDS

Anda por aí um fact-checking do Polígrafo utilizado de forma enganosa por uma certa Direita (um pouco desorientada), que garante que foi o facto do Partido Socialista ter votado contra os “travões” da medida para descongelamento das carreiras dos professores que provocou a crise política em que o Governo ameaça a demissão.

 

Vamos por partes. Faria sentido o Partido Socialista votar contra a medida de contagem integral do tempo dos professores e votar no mesmo documento que era a favor dos “travões”? Se era contra a medida, ia votar a favor da alínea? Qual é a lógica? Sejamos honestos, por favor.

 

Depois das medidas terem sido todas votadas, o que culiminou numa proposta para a restituição integral do tempo dos professores sem “travões”, porque é que o PSD e o CDS decidiram prosseguir? Esta pergunta ninguém sabe responder.

 

Tenho ainda mais algumas questões. Vejo pouca gente a falar nisto, mas qual era a necessidade de colocarem retroativos a 2019? Espero que não tenha sido uma chique-espertice para forçar o Centeno a avançar com um orçamento retificativo. Porque se foi, o cenário piora, e de que forma.

 

Para terminar, e mesmo com "travões", o que estaria a ser proposto pelos partidos? Quando as condições económicas estiverem favoráveis usa-se a folga orçamental para compensar cortes do passado (porque não há mais áreas para gastar dinheiro), quando estivermos em recessão corta-se tudo e adia-se por uns anos. Sempre sem esquecer os retroativos a 2019.

 

Bem sei que o Presidente da República pediu uma ideia criativa, mas não era necessário seguir de forma tão literal.

04
Mai19

A crise do Governo e o desaparecimento do PSD

Rui Rio é o único líder dos quatro partidos que aprovaram a contagem integral do tempo de serviço dos professores que ainda não comentou a ameaça de demissão do chefe de Governo, sexta-feira, na sequência da “coligação negativa” parlamentar, conforme António Costa titulou a convergência de posições do PSD, CDS-PP, PCP e VE

 

Ora bem, é fim-de-semana e muito provavelmente Rui Rio ainda não teve disponibilidade para ler o documento que aprovou na quinta-feira...Também pode estar numa encruzilhada em que sabe que muito provavelmente ficou “queimado”, dentro e fora do partido, independentemente de avançar ou de recuar com a proposta...

 

Bem, escolham o cenário mais provável...

 

 

24
Abr19

"Rio quer aprovar listas de deputados com voto de braço no ar"

Segundo notícia avançada pela jornalista Sofia Rodrigues para o jornal Público, “o PSD tem uma proposta para que a votação das listas de candidatos, das moções de censura e de confiança bem como dos programas eleitorais seja feita de braço no ar no conselho nacional (...) a aprovar esta sexta-feira...”

 

Quando me falam em votações com o braço no ar lembro-me do comunismo (é instantâneo), e como devem perceber, não é pelas melhores razões.

 

A ser verdade, a medida a ser aprovada na sexta-feira é, inegavelmente, uma forma fantástica de celebrar os 45 anos do 25 de abril...

 

Rio, tá quieto pá!

 

 

19
Mar19

O PSD e a intriga do momento

A semana passada saiu a lista de candidatos do PSD às próximas eleições europeias. Após uma breve análise, constata-se que é uma lista que procura transmitir a mensagem de renovação geracional e de paridade entre homens e mulheres. Em suma, é uma boa lista, o que me surpreendeu pela positiva.

 

Contudo, como em toda a distribuição de lugares, há uns que estão satisfeitos e outros nem por isso...

 

O PSD dos Açores sente-se o mais injustiçado nesta história... Depois de Mota Amaral ter defendido Rui Rio (de forma até um pouco ridícula) no Conselho Nacional que discutia a moção de confiança à Comissão Política Nacional, entendia-se que era quase inevitável o apoio de Rio para as Europeias. Porquê? Porque na política não há almoços grátis, e também porque desde há décadas que os Açores e a Madeira nomeiam dois candidatos em lugar elegível.

 

Este ano, Rio decidiu trocar as voltas e optou por dar esse poder a apenas um dos dois. Como há eleições na Madeira, os Açores foram preteridos.

 

Os Açores não se conformam e ponderam boicotar a campanha às Europeias. No domingo Marques Mendes acrescentou que “há apenas um erro [na construção das listas], a exclusão dos Açores de um lugar elegível. Mais do que a quebra da tradição é a e enorme fragilização do PSD/Açores, com consequências previsíveis nos resultados das Europeias e das Legislativas”.

 

Tenho, portanto, algumas dúvidas existenciais... Se houvesse a expectativa de o PSD eleger apenas dois candidatos, para seguir a lógica teria de ser necessariamente um da Madeira e outro dos Açores. Certo? E o resto do país?

 

Para além disso e não tirando mérito a todo o percurso de Mota Amaral, o que é que uma pessoa com 75 anos iria trazer de novo para a Europa? Não havia mais ninguém para além dos “mesmos do costume”?

 

Fica a dica...

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